Em tempos de globalização, é cada vez maior a destruição cultural produzida nos países de terceiro mundo por países ricos, como os EUA, através da mídia. Um povo que não preserva seus valores é mais fácil de dominar e mais de difícil de se organizar em função de um bem comum. A melhor forma de dominar uma sociedade, é impô-la valores adequados aos dominadores. A tática funciona melhor se o alvo for jovens e adolescentes.
A mídia tem pregado uma série de comportamentos prejudiciais a nossa juventude, como o desrespeito aos pais, a valorização das farras, sexo livre, uso de roupas escandalosas, e conceitos errados sobre amizade, amor, liberdade, respeito, religião, diversão, felicidade, decência, namoro, etc.
As músicas, novelas e comerciais mostram aos nossos adolescentes como devem se comportar, colocando idéias destrutivas como o prazer do sexo antes do casamento; o machismo que dita os decotes das roupas das meninas, e o olhar obrigatório de desejo por parte dos meninos; que desvaloriza o ser humano, transformando-o em ‘cachorras, popozudas, éguas, gatas, tigres...’
Sem falar na negação da fé, pregada aos jovens pela mesma mídia. O homem é imagem e semelhança de Deus. A mulher é imagem e semelhança de Deus, são ambos templos do Espírito Santo, e devem ser vistos como tal.
O futuro de nossa sociedade são os jovens. Que valores andam colocando nas cabeças das nossas crianças? O que será desse país se as coisas que gerações atrás eram consideradas absurdas forem agora aceitas como normais, como se fosse caretice fugir da destrutiva moda que nos bombardeia?
Só para ilustrar, a Coca-Cola, símbolo da economia americana, costumava mostrar propagandas de reuniões familiares, de práticas desportivas, de ursos... Essas eram as mesmas no mundo inteiro, tanto que se anunciavam ‘coke’ nas imagens. Nos últimos anos, os comerciais passaram a ser produzidos por agências nacionais. No Brasil, por exemplo, não se faz propaganda do refrigerante, mais de comportamento. Um dos primeiros comerciais deste ano mostrava jovens se despedindo em uma praia, após troca de juras, a garota pede a lata de lembrança e a adiciona a uma enorme prateleira, cheia de outras ‘lembranças’, o slogam: Ficar, essa é a real!. Depois mostravam uma mãe alheia a pornografia que o filho via no computador e a presença do namorado da filha no quarto dela. O slogam: Ficar na sua, essa é a real!. A mais nova mostra adolescentes numa boate, tentando se comunicar. O garoto confunde o pedido de um gole de refrigerante, beija a garota. Esta agarra o menino e lhe aplica um ‘desentupidor de pia’. O slogam: Sintonia, essa é a real.
Você, jovem, precisa cair na real. Você nunca aproveitará a vida se cair no que a mídia te diz. A felicidade está no amor verdadeiro que duas pessoas podem sentir, aquele do qual falam as músicas antigas, que toca a alma, que é paciente, maior que a morte, e imensuravelmente valioso. Aquele que respeita o corpo de quem se ama, que o tem como uma extensão do seu próprio corpo, aquele, que como Cristo, seria capaz de dar a própria vida por amor.
Ficar não tá com nada! Sexo, só casando! Drogas, nem morto! Deus e família, acima de tudo! Amizade, um tesouro valioso! Ser santo, é ser decente! Música, só se dizer alguma coisa boa, sem apelar à malícia! Seria interessante se a mídia usasse essas manchetes. Vamos preservar os bons valores, pois Cristo voltará um dia. Você vai com ele, ou prefere FICAR?
O próximo slogam pode ser este: Ir pro inferno, essa é a real...
Vai, acredita em pessoas, que ganham a vida mentindo num cenário, acredita num refrigerante tóxico, que usa no rótulo uma marca fantasia... Aproveita e o bebe com o Papai Noel, o Coelhinho da Páscoa, o Bicho Papão, o Monstro do Lago Ness... O que? Isso não existe? Você também não se não parar prá pensar...
Carlos Bispo